A se confirmar todas pré-candidaturas que estão postas em cima da mesa, o estado do Paraná pode reviver momentos traumáticos para aqueles que procuram uma vitrine nacional. Aconteceu assim em 2018 quando o então senador Álvaro Dias, ficou em quarto lugar no estado, tirando pouco mais de 300 mil votos, perdendo até para Ciro Gomes.
Fato idêntico aconteceu no Ceará em 2022 quando o próprio Ciro Gomes ficou em terceiro, atras de Lula e Bolsonaro, com menos de 7% dos votos.
O fator “voto útil” poderá ser decisivo na reta final de campanha, na eleição passada, Ciro Gomes foi prejudicado, onde a grande maioria de seus eleitores migraram para Lula. Dessa vez, parece que o alvo será Ratinho Júnior, tendo a maioria dos seus votos migrando para Flávio Bolsonaro.
Recusa da vice – Eleitores de Flávio, principalmente os paranaenses ficaram frustrados com a negativa de Ratinho sobre a possibilidade de ser vice de Flávio. Decisão que pode ter resultados drásticos com uma migração em massa para o herdeiro de Jair Bolsonaro.
Palanque forte – Caso confirme sua filiação ao PL, Flávio terá um palanque robusto para chamar de seu, enquanto seu principal oponente sequer decidiu quem vai apoiar para governo.
Candidato órfão – Com Ratinho Júnior sendo presidenciável seu candidato a governador terá que se desdobrar, pois a única coisa a seu favor seria a boa avaliação do governo estadual. Transformar isso em votos, praticamente sem a presença do “ex-governador” será um grande desafio, pois Ratinho precisa gastar muita sola de sapato para se consolidar como terceiro colocado no Brasil e “ver” dependendo do resultado o que pode sobrar pra ele em 2027.